“Que tipo de sociedade nós queremos construir?” Devemos nos fazer essa pergunta diariamente. Enquanto a expectativa de vida de um cidadão de Burquina Faso é de 35 anos, o mesmo ser humano que habite na Suíça tem a expectativa de viver até os 85. esse é um retrato da mazela humana mestra de todas as outras: o egoísmo. O homem começou a viver em sociedade há milênios, mas até hoje objetiva dominar, conquistar e superar os demais. Costumamos referir ao conjunto de sociedades de “humanidade”, mas até que ponto fazemos jus a esse título?
Somos capazes de assistir a notícias de violência, tragédias, guerras e fome, como se o que assistimos fosse produto de uma ficção, quando na verdade é o distanciamento e a falta de empatia que nos confortam diante dessas situações. Nos preocupamos mais com o que nos satisfaz do que com o que é melhor para nossa sociedade. Exemplo claro disso é o resultado das eleições brasileiras. Deputados-Estrela, Deputados-Mensaleiros, Deputados-Palhaço, Presidente-Bandido, Senadores-Corruptos, títulos que de certa forma já soam como pleonasmos. Marcelo Madureira, humorista do programa Casseta e Planeta, afirmou “A desmoralização que o Governo Lula promoveu contra a classe política demorará décadas para ser recuperada”. E de fato o é. Lula não foi de todo ruim para o Brasil. Pelo contrário, a decisão de manter as políticas de econômicas e de investimento estrutural lançadas por Fernando Henrique Cardoso, garantiu ao país colher os frutos da estabilidade monetária e promover o crescimento do PIB. O que não se faz justo no circo do presidente é a afirmação messiânica de que é o salvador do país.
Envolto em escândalos de corrupção sem igual, o governo Lula se safou de toda e qualquer punição com duas premissas: “Não sei, Não vi” e “Toma uma bolsa aqui”. Uma avalanche de programas sociais que deturparam o sentido real de um desenvolvimento sustentável. Esqueceu-se o ditado “Dar a vara e ensinar a pescar”, já ultrapassado e substitui-se por “Dar o peixe e indicar em quem votar”. Paulo Maluf é mais honesto do que Lula. Maluf ganhou o slogan “Rouba Mas Faz”. É atacado por todos os lados e se defende com a frase “nunca fui condenado”. Lula usa sua artimanhas diferentes. Seu slogan poderia ser “Rouba mas divide”. Sua defesa já nos é conhecida: “não sei de nada”. E realmente não sabe presidente.
Após escândalos caudalosos, José Dirceu teve que sair de fininho. Em seu lugar, buscou uma mulher saída das escuras, instalou-lhe cordões e promoveu o maior show de marionetes da história do Brasil. Dilma é produto da mesma fórmula que levou Lula a presidência: Caixa 2, boa propaganda e promessas de salvação do mundo. Dilma não é a primeira candidata inventada. Isso já aconteceu antes, com Fernando Collor. O resultado...
Não acredito, verdadeiramente, ser a Presidência da República um espaço para experiências. Gosto da alternância e sei que Dilma será comandada por Lula nos próximos 4 anos, caso eleita. Não sei se José Serra será o melhor presidente da “história deste país”, mas pelo menos sei que ele já foi testado e aprovado pelas urnas. Meu sonho seria um segundo turno onde poderíamos escolher entre Serra e Marina. Não foi possível.
Agora assisto Lula atacar a imprensa livre e o PT a atacar instituições como os Correios e a Receita Federal, usando-nas para enriquecer no poder e exercer seu terrorismo de Estado. Não quero Lula por mais 4 anos e Não quero Dilma por mais 4 anos. Isso é fato. Espero, verdadeiramente, que o povo brasileiro tenha um rompante de humanidade e reflita “Que tipo de sociedade nós queremos construir?” antes de votar no próximo dia 31 de outubro. Afinal, a Esperança é a penúltima que morre. Afinal, Sarney vive.
Nenhum comentário:
Postar um comentário