Cesare Battisti. Este nome pode representar uma pedra no sapato brasileiro para o ano de 2009. O personagem em questão foi condenado por terrorismo pela justiça italiana, tendo fugido para França e posteriormente para o Brasil. Acontece que na última terça-feira, o presidente Lula determinou ao ministro Tarso Genro que concedesse refúgio político ao terrorista italiano. O ministro alegou que Battisti sofre risco de vida presumido, no caso de retornar para o solo italiano, o que cai como uma luva em matéria de desculpa.
O fato é que ao conceder ao condenado italiano este beneficio, o governo brasileiro abriu uma pequena fenda no relacionamento diplomático entre Brasil e Itália. E as declarações de nosso presidente, sempre muito sutis e educadas, deram uma agravada no ferimento. “Respeitem a Soberania do Brasil”, bradou em resposta às criticas do governo italiano, mas “ nossa” decisão fere a própria soberania italiana, ao darmos imunidade à um condenado daquele país, daquela nacionalidade e que cometeu crimes naquele território. E o pior, o julgamento que condenou o terrorista, foi aceito pela comunidade internacional. Há rumores de que o pedido para a concessão do refúgio tenha sido feito pelo presidente Nicolas Sarkozi e pela primeira-dama Carla Bruni, durante a visita do casal ao Brasil.
Se confirmado os rumores, vai parecer que nosso presidente está disposto a sacrificar nossa boa relação com os amigos italianos para receber alguns submarinos e o apoio á concorrência de uma cadeirinha no conselho de segurança da ONU. Lula nos acena com ares de medo ao agir desta forma. Ainda hoje, o presidente disse que Chavez está pronto para mais um mandato... o que esperar de Lula para os próximos anos?
"Que a morte de tudo o que Eu acredito não me tape os ouvidos nem a boca"
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Returns
Bom,
Depois de uns bons tempos de férias acho que tá na hora de voltar a postar algumas coisas por aqui.
Engraçado, é que quando tomei como meta publicar pelo menos um post por semana, parei de vir no blog!
uhasuhauhsuhasuhuhas
Bom... vou me descompromissar com o blog... talvez eu consiga postar todos os dias...
Abraço.
Depois de uns bons tempos de férias acho que tá na hora de voltar a postar algumas coisas por aqui.
Engraçado, é que quando tomei como meta publicar pelo menos um post por semana, parei de vir no blog!
uhasuhauhsuhasuhuhas
Bom... vou me descompromissar com o blog... talvez eu consiga postar todos os dias...
Abraço.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Prá não dizer que não falei das flores
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantado e seguindo a canção
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Geraldo Vandré
Somos todos iguais braços dados ou não
Nas escolas nas ruas, campos, construções
Caminhando e cantado e seguindo a canção
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Pelos campos a fome em grandes plantações
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo o canhão
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Nas escolas, nas ruas, campos, construções
Somos todos soldados, armados ou não
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não
Os amores na mente, as flores no chão
A certeza na frente, a história na mão
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Aprendendo e ensinando uma nova lição
Vem vamos embora que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora não espera acontecer
Geraldo Vandré
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Carta Aberta ao Supremo Tribunal Federal
Excelentíssima Senhora Ministra Ellen Gracie, Excelentíssimo Senhor Ministro Gilmar Mendes e Excelentíssimos Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal,
Há alguns dias me encontro preocupado com a tramitação do recurso extraordinário 511961 que trata da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional. O que me causa preocupação é o fato de existir a possibilidade de esta corte considerar a exigência do diploma inconstitucional.
Há quatro anos debruço-me sobre livros e pesquisas, participo de palestras e freqüento diariamente as aulas da minha faculdade, a qual pago com o dinheiro que recebo trabalhando oito horas por dia. Me desdobro em dois para conseguir agregar conhecimento e teoria na minha formação e conseguir ser nos próximos anos um bom jornalista. No decorrer destes quatro anos, pude observar com olhar mais critico o trabalho de pessoas, que sem possuírem diploma ou formação teórica, se dizem jornalistas profissionais. O resultado do trabalho deste tipo de profissional eu vejo todas as manhãs, quando recebo os jornais que circulam em minha cidade e estampam corpos, sangue e todo o tipo de aberração que tem o único objetivo de chocar o leitor (diferentemente do que faria um profissional que tem por função informar). E lamento, por mim, pela profissão e pelas pessoas que são invadidas em sua intimidade e forçadas a conviver com esse tipo de “jornalista”.
Hoje, trabalham profissionais formados e não-formados, estes últimos amparados por liminares ou por proteção política e econômica. O reflexo disto é um golpe sobre a dignidade da profissão. Pago R$690,00 por mês para que a universidade me ofereça professores qualificados e estrutura que me possibilite exercer com ética e competência a missão jornalística, ao passo que, o valor médio pago aos jornalistas na minha região (Triângulo Mineiro e norte de São Paulo) gira em torno dos R$800,00. E pior de tudo, o mais constrangedor é saber que existem “jornalistas” sem diploma, que trabalham por valores inferiores a esses.
Mas o problema não mora apenas na desvalorização do profissional ou na enorme quantidade de estudantes que perderão o curso superior caso a exigência seja inconstitucional. O problema maior é que sem diploma e sem regulamentação, estaremos abrindo as portas para receber pessoas sem nenhum comprometimento com a ciência jornalística. Profissionais desprovidos da teoria que há anos é desenvolvida e pesquisada. Retirar a exigência é golpear a democracia em seu peito negando-lhe a garantia da informação ética. É jogar aos lobos as conquistas da profissão. Não nego que haja pessoas capazes de conduzir à ética e produzir textos técnicos da mais alta qualidade sem terem sequer sentado nos bancos da faculdade de jornalismo, mas não posso fechar os olhos diante da imensa maioria iletrada que ataca a profissão de jornalista ao ter espaço em veículos de informação e cometer abusos que violam os direitos que adquirimos com a constituição de 1988, direitos esses que são garantidos por esta corte.
Escrevo-lhes como cidadão e futuro jornalista, que está consciente da necessidade das universidades na formação dos profissionais deste país. Agradeço-lhes o trabalho que desenvolvem ao fazer cumprir a lei maior desta nação, que certamente não é conivente com a desprofissionalização do jornalismo.
Há alguns dias me encontro preocupado com a tramitação do recurso extraordinário 511961 que trata da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício profissional. O que me causa preocupação é o fato de existir a possibilidade de esta corte considerar a exigência do diploma inconstitucional.
Há quatro anos debruço-me sobre livros e pesquisas, participo de palestras e freqüento diariamente as aulas da minha faculdade, a qual pago com o dinheiro que recebo trabalhando oito horas por dia. Me desdobro em dois para conseguir agregar conhecimento e teoria na minha formação e conseguir ser nos próximos anos um bom jornalista. No decorrer destes quatro anos, pude observar com olhar mais critico o trabalho de pessoas, que sem possuírem diploma ou formação teórica, se dizem jornalistas profissionais. O resultado do trabalho deste tipo de profissional eu vejo todas as manhãs, quando recebo os jornais que circulam em minha cidade e estampam corpos, sangue e todo o tipo de aberração que tem o único objetivo de chocar o leitor (diferentemente do que faria um profissional que tem por função informar). E lamento, por mim, pela profissão e pelas pessoas que são invadidas em sua intimidade e forçadas a conviver com esse tipo de “jornalista”.
Hoje, trabalham profissionais formados e não-formados, estes últimos amparados por liminares ou por proteção política e econômica. O reflexo disto é um golpe sobre a dignidade da profissão. Pago R$690,00 por mês para que a universidade me ofereça professores qualificados e estrutura que me possibilite exercer com ética e competência a missão jornalística, ao passo que, o valor médio pago aos jornalistas na minha região (Triângulo Mineiro e norte de São Paulo) gira em torno dos R$800,00. E pior de tudo, o mais constrangedor é saber que existem “jornalistas” sem diploma, que trabalham por valores inferiores a esses.
Mas o problema não mora apenas na desvalorização do profissional ou na enorme quantidade de estudantes que perderão o curso superior caso a exigência seja inconstitucional. O problema maior é que sem diploma e sem regulamentação, estaremos abrindo as portas para receber pessoas sem nenhum comprometimento com a ciência jornalística. Profissionais desprovidos da teoria que há anos é desenvolvida e pesquisada. Retirar a exigência é golpear a democracia em seu peito negando-lhe a garantia da informação ética. É jogar aos lobos as conquistas da profissão. Não nego que haja pessoas capazes de conduzir à ética e produzir textos técnicos da mais alta qualidade sem terem sequer sentado nos bancos da faculdade de jornalismo, mas não posso fechar os olhos diante da imensa maioria iletrada que ataca a profissão de jornalista ao ter espaço em veículos de informação e cometer abusos que violam os direitos que adquirimos com a constituição de 1988, direitos esses que são garantidos por esta corte.
Escrevo-lhes como cidadão e futuro jornalista, que está consciente da necessidade das universidades na formação dos profissionais deste país. Agradeço-lhes o trabalho que desenvolvem ao fazer cumprir a lei maior desta nação, que certamente não é conivente com a desprofissionalização do jornalismo.
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